2/23/26

𝐀 π‚π‡π€πŒπ€ 𝐄 𝐎 𝐒𝐀𝐍𝐆𝐔𝐄 𝐃𝐀 ππŽπˆπ“π„


 


𝐀 π‚π‡π€πŒπ€ 𝐄 𝐎 𝐒𝐀𝐍𝐆𝐔𝐄 𝐃𝐀 ππŽπˆπ“π„

A noite nΓ£o cai —
ela invade.

Entra pelas frestas,
acende velas dentro do meu peito
e me deixa arder em silΓͺncio.

Teu nome nΓ£o Γ© palavra —
Γ© lΓ’mina morna
percorrendo o interior da minha voz.

O vinho escorre espesso,
como se carregasse memΓ³rias
que ainda respiram.
Bebo —
e cada gole abre uma ferida luminosa.

HΓ‘ sussurros na nΓ©voa,
mas nenhum Γ© mais alto
que o teu corpo lembrado no meu.

As velas tremem.
NΓ£o pelo vento.
Mas pelo excesso de tudo
que nΓ£o cabe na carne.

Amar Γ© isto:
uma combustΓ£o lenta,
um incΓͺndio contido entre ossos,
uma noite que devora
e ainda assim
implora por mais.

— J. Kasra

THE MINERALOGY OF MASKS

  THE MINERALOGY OF MASKS Appearance learned early the art of polishing its own stone. Essence never needed such a theater. It simply is, ev...